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Barba ou cabelo? 27 Novembro 2006

Posted by José Paulo Santos in aluno, Comunicação, conflito, professor, Violência na escola.
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Auto-controlo“Em todos os tempos surgiram professores que conduziram as aulas sem recurso a grandes medidas de controlo disciplinar, pelo facto de reunirem boa capacidade e penetrância didácticas, com empatia e relacionamento adequado com os alunos. Aos lado destes docentes, outros houve e haverá que parecem incapazes de se impor e por isso as suas aulas rapidamente se transformam em rituais sádicos ou desordens sem fim. Se há local onde os factores pessoais tenham importância, certamente a sala de aula está entre os primeiros.” (…)

“Se de alguma forma, o professor sentir o comportamento ou o discurso do aluno como provocatório, é fundamental não responder no mesmo sentido. Provocação após provocação, o diálogo continua em escalada simétrica, onde cada um tenta ser o mais forte, mas onde no fim a derrota acompanha os dois. O docente é por definição um adulto, logo deve ter mais experiência de auto-controlo e ser capaz de rapidamente encontrar uma alternativa comunicacional. Ao grito ou ironia provocatória do aluno, a resposta deverá ser complementar, isto é, acentuando a diferença, nunca estimulando a semelhança. Lembro a professora que, ao ser ameaçada por uma navalha de ponta e mola, teve a presença de espírito para perguntar “barba ou cabelo?“, deixando o aluno provocador sem saída.”

Sampaio, Daniel, Indisciplina: Um signo geracional?,

Cadernos de Organização e Gestão Curricular, Instituto de Inovação Educacional, pp. 7-9

Comentários»

1. ilda ferraz - 7 Dezembro 2006

Não sendo professora,imagino as desafios que se colocam a quem está numa sala de aula… o modelo impositivo/autoritário de nada serve, as teorias motivacionais nem sempre dão resposta, procura-se uma via….Tal como referiu uma colega durante a formação, o ensino sempre viveu em crise e….sobreviveu! Provavelmente a sua natureza dinâmica implica processos mais ou menos revolucionários, questionamentos, ajustamentos, mas também balizas, sob pena de derraparmos facilmente! Aqui cabe, penso um papel determinante ao professor, mas ao professor mestre, aquele que não debita, mas é suficientemente sábio para ouvir e orientar….


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